Pés na Salvação

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28 de agosto de 2016

Patriarcas e Profetas


Fonte: http://centrowhite.org.br/downloads/ebooks/


Resumo do livro - Patriarcas e Profetas



A criação e o dilúvio

O pecado foi permitido por causa do livre-arbítrio que há entre os seres do universo, sendo que Lúcifer se rebelou contra a perfeita lei de Deus e, sendo ele movido por mentiras e enganos, o mal se originou no céu e chegou até a Terra. Adão e Eva viviam em uma terra linda e paradisíaca, e um animal (eles não falam) causou espanto em Eva por falar com ela e a convenceu a comer do fruto. Eva comeu e deu o fruto a Adão, que hesitou em comê-lo, mas cedeu por amor a Eva, e, dessa forma, o pecado foi originado. A Terra, quando fora criada pelo Senhor, era de grande beleza e perfeição, e Adão e Eva eram a “imagem e semelhança de Deus”.

Caim teve inveja de Abel e matou-o porque este fora obediente a Deus. A maldade e a idolatria começava a reinar entre os homens, fazendo-os a se afastarem cada vez mais de Deus.

O dilúvio veio para dar o justo castigo por imensas iniqüidades cometidas pelos homens, por haver o mal se multiplicado em grande forma. Os elementos da perfeita Terra da época da criação foram soterrados e viraram óleo e carvão, sendo, também, elementos que influenciam em desastres naturais até os dias de hoje, conforme explica a sra. White.

O sétimo dia é considerado o memorial da criação, pois foi o dia em que Deus repousou na semana da criação.


Torre de Babel e Abraão

Homens tentaram construir a torre de Babel para demonstrarem seu pode de engenharia e (por não confiarem na promessa de que Deus não enviaria mais um dilúvio) para não sofrerem com um novo dilúvio. Acabaram por ter o idioma em que falavam confundidos, não conseguindo completar a construção da Torre por falta de comunicação entre os construtores.

Abraão teve grande fé em Deus, sendo um homem de grande caráter inclusive para com os habitantes das terras por onde passou. Seu exemplo de fé e de vida serviram como inspiração para muitos que conviveram com ele, inspirando pessoas até o dia de hoje. A grande família que peregrinava com ele pôde aprender mais do Deus vivo. Abraão pôde testemunhar de sua grande fidelidade ao Senhor ao ponto de confiar que Deus era poderoso para até mesmo ressuscitar Isaque, o filho da promessa, quando foi solicitado que o oferecesse em sacrifício.


Sodoma e Isaque

Sodoma foi destruída pela sua iniqüidade. Ló foi salvo do meio dela pelo anjo do Senhor.
Isaque encontrou Rebeca e formaram um casal feliz, sendo influenciados pela prudente escolha de Abraão (de escolher alguém que o Senhor aprovasse para ser a companheira de seu filho Isaque) e pela fé em Deus.


Jacó e a sua fé

Jacó cometeu enganos que o afetaram ao longo da sua vida, mas Deus foi misericordioso para com ele. Seu futuro foi próspero, apesar das labutas, devido à sua grande fé no Redentor, o Qual lhe transmitia confiança nas promessas feitas à Abraão e Isaque.
Esaú desprezou o serviço sacerdotal conferido ao primogênito e foi tido como profano, e Jacó, de forma errada, se apossou (precipitadamente) da primogenitura por valorizar a fé em Deus. O Senhor era poderoso para fazer com que Jacó fosse o herdeiro das promessas, mas o patriarca agiu sem medir as consequências. Deus foi fiel à Jacó e, também, ajudou a Esaú.


José e seus irmãos

José passou por grandes dificuldades, ainda mais por ter sido invejado por seus irmãos. Mesmo em meio às dificuldades por que passou, ele foi fiel ao Senhor e Deus lhe fez ser uma benção para sua família, ao suprir as necessidades dela numa época de fome em Canaã e no Egito.
José foi um grande administrador, tendo sido grandemente apoiado por Deus.
Seus irmãos tiveram uma mudança de caráter e se arrependeram de seus erros. José foi misericordioso com eles.
A Bíblia demonstra os erros e os acertos de seus participantes para que nós possamos aprender com a vida deles. Ela não mostra apenas os lados positivos, pois eles também foram tão pecadores quanto nós.


Moisés e o Êxodo

Moisés foi educado na fé de sua mãe e, com base nessa educação, ele permaneceu fiel á fé que aprendera em sua juventude. Depois ele recebeu grande aprendizado nos conhecimentos egípcios, sendo que a fé no Deus de Israel permaneceu. De forma possivelmente precipitada, Moisés acabou matando um egípcio quando este afligia um hebreu. O povo hebreu clamava por uma libertação da opressão egípcia, e Moisés, pelas promessas feitas por Deus, achou que poderia ser o libertador, mas ele ainda não estava preparado. O exílio em Midiã o preparou para a vida de libertador, e Deus o moldou para a grande missão.

A páscoa foi comida apressadamente por causa do grande evento que estava prestes a acontecer. O cordeiro pascal morto por cada família israelita representava o Libertador que haveria de entregar a Sua vida por todos nós: Jesus Cristo.
Está escrito, também, que os magos usaram de mágica para imitar a serpente que foi transformada da vara de Arão, sendo que Satanás não tem poder para criar vida, por isso as serpentes pareciam reais, mas foram tragadas pela serpente de Arão e Moisés. Após as pragas, o povo de Israel foi libertado do Egito, atravessando em seco o Mar Vermelho rumo à terra de Canaã. Deus prudentemente guiou o povo de Israel rumo a libertação, provendo os israelitas do necessário para a vida. A sra. White testifica que muitos incrédulos (talvez egípcios) partiram com o povo de Israel e, pela falta de fé, trouxeram grandes problemas para o ânimo do povo exilado.


10 Mandamentos e a idolatria

Os mandamentos foram dados a Moisés para guiar o povo de Israel (e todos nós, também) nos caminhos do Senhor. Os mandamentos levam o fiel a um caminho de felicidade e de pureza diante de Deus e dos homens. Moisés teve de se santificar para conversar com o Senhor.

Com Moisés no cume do monte recebendo os Mandamentos de Deus, o povo achou que ele tinha sumido, mesmo com evidências claras da presença do Senhor, e decidiram fazer um ídolo a semelhança do que viam no Egito. Você lembra da “gente misturada” que saiu do Egito com o povo hebreu? Ellen White diz que eles foram dos primeiros a incentivar a incredulidade e a seguir rituais pagãos, em vez de usar o tempo que Moisés estava ausente para meditar na lei do Senhor. Arão, em vez de dizer não e exortar o povo a seguir a Deus (pois ele recebera mais instrução na fé), deixou o povo se corromper e se uniu à eles na apostasia. Deus avisou Moisés do pecado do povo, e ele desceu do monte e destruiu o bezerro de ouro.


A santidade da Lei de Deus

Nadabe e Abiú morreram por agir de maneira desrespeitosa quando iam fazer o serviço sacerdotal. Esse erro acabou mostrando para a nação quão deve ser respeitada a Lei de Deus, que tem como um dos objetivos demonstrar quanto Ele é misericordioso e justo. A morte de ambos foi por não terem levado em conta a santidade do serviço que faziam. O tabernáculo terrestre foi construído a semelhança do que há no céu, onde o Senhor Jesus intercede por nós. O tabernáculo mostrava a santidade de Deus e ajudava no simbolismo e no ritual da expiação do pecado, sendo que ambos apontavam para o sacrifício de Jesus Cristo.

O povo continuava a murmurar no deserto, mesmo com tantas demonstrações do poder de Deus. Os que não tinham fé firme eram os primeiros a reclamarem contra Moisés e o Senhor. Jetro recomendou e Deus aprovou que Moisés tivesse ajudantes nas questões judiciais sobre o grande povo. Miriã e Arão tiveram ciúmes da decisão de Moisés e, por terem sido movidos de um mal sentimento, acabaram sendo punidos por contestar a liderança de Moisés.

A lei do Senhor é imutável e é para o bem de nossas vidas, sendo que a glória dEle não pode ser vista claramente por nós, mas poderá vir a ser. Deus deixa a Lei para a nossa própria felicidade e bem-estar.


Os 12 espias e a rebelião de Coré e seus seguidores

Os 12 espias (um de cada tribo de Israel) foram enviados à terra de Canaã e, passados 40 dias, retornaram para o arraial de Israel com os frutos da Terra e os relatos de quem eram os cananeus. O povo cananeu era de bom porte físico e com cidades muradas, fatos que deixaram os israelitas muito desanimados em conquistar a terra prometida. Eles não confiaram que Deus iria adiante deles para dar a conquista da terra e murmuraram contra o Senhor, o Qual tanto fez pela nação. Apenas Josué e Calebe, dois dos doze, animaram o povo a confiar no Senhor, a ponto de quase serem apedrejados por isso. Seus adversários, os outros espias, foram enfraquecidos por Deus quando iam apedrejar os dois fiéis e toda a geração de incrédulos haveria de perecer, sendo que seus filhos entrariam na terra prometida por Deus.

Coré e alguns outros não estavam satisfeitos com a liderança de Moisés (que, segundo a Bíblia, era considerado o homem mais manso da Terra) achando que ele teria enganado o povo para eles perecerem no deserto e se apossar das riquezas da nação, e então moveram uma rebelião contra o líder, mas Deus interferiu e enviou sua sentença punindo os infiéis, sendo que eles tiveram tempo para se arrepender dos pensamentos injustos contra a liderança de Moisés.


Terra de Canaã, Balaão e a visão de Moisés

Os israelitas começaram a vencer as nações que habitavam perto da Terra Prometida, pois Deus dera muito tempo para que elas se arrependessem dos pecados e, como isso não aconteceu, a retribuição pelos pecados veio após anos e anos das mais vis iniquidades.
Vendo que Israel vinha vencendo nações mais fortes do que ele, por causa da força sobrenatural que vinha de Deus, Balaque, rei dos moabitas, decidiu fazer com que o respeitado Balaão lançasse uma maldição sobre Israel, para que os hebreus pudessem ser derrotados. Balaão, movido pela cobiça aos ganhos, estava com dificuldades em dizer não a oferta do rei e o Senhor disse para ele ir ter com o rei, mas falar o que o Soberano ordenasse. Balaão pronunciou bênçãos sobre Israel, pois Deus assim o quis, e causou espanto em todos os moabitas. Depois Balaão, ainda motivado pela cobiça, voltou a se encontrar com os moabitas e sugeriu que eles pudessem fazer com que Israel sucumbisse a idolatria, o que foi atendido e dado início a um plano que foi bem sucedido, sendo que eles começaram a se infiltrar entre os hebreus e conseguiram levá-los à idolatria, causando derrotas à nação israelita. Moisés foi informado de tudo isso e organizou o povo para combater o paganismo, sob as ordens de Deus.

Quando Israel estava com Deus, eles venciam, quando não, perdiam. A intenção de Deus era colocá-los de imediato na terra de Canaã, mas a infidelidade do povo fez com que isso durasse 40 anos. O Senhor proveu tudo para Israel ao longo de todo esse tempo

Moisés, depois de tanto tempo de labuta, ainda com vigor, rogou ao Senhor que pudesse entrar na terra Prometida, o que não foi atendido, mas Deus proporcionou uma visão especial ao seu fiel servo: ele pôde ver a bela terra que Israel viria a receber, através da vista do monte Nebo, e ainda pôde ver, em visão vinda do Senhor, a história de Israel nos tempos futuros, chegando até aos tempos de Jesus Cristo, da destruição romana e da redenção com o advento do Salvador. Ele foi sepultado pelos anjos do Senhor, mas foi ressuscitado porque Cristo pagou (ao morrer na cruz) o preço de poder dar novamente vida a quem morreu.


Pecado destruidor, testemunhas e o dízimo

Deus dera ordens claras em relação à como proceder com a conquista das terras em Canaã, para destruírem tudo a fim de se evitar a contaminação da idolatria, e os israelitas iam vencendo, quando confiavam em Deus, nações mais fortes do que eles. Mas uma derrota ocorreu quando iam tomar uma cidade com menos poder do que as outras conquistadas, pois confiaram mais em si mesmos do que em Deus e tinha um grande pecado no meio da congregação que precisou ser lançado sortes para se achar o culpado, sob a orientação do Senhor, até chegar em Acã, que havia tomado e ocultado pertences dos conquistados, mesmo com o Senhor dizendo para não fazer coisa semelhante. O pecado é abominável ao Senhor, e Acã não demonstrara arrependimento do seu erro e foi apedrejado por ter descumprido a ordem clara dada pelo Senhor e isso serviu como exemplo para a nação. Pode parecer estranho um Deus de amor agir com tanta severidade, mas o pecado gera a morte e o mesmo não pode ser expiado sem morte, sendo que Jesus Cristo morreu para expiar todos os pecados. A nação conquistou a terra de Canaã, o fiel líder Josué exortou o povo a ter em memória a lei de Deus. A idolatria foi aparecendo aos poucos entre o povo, pois eles não continuaram a conquistar as nações cananitas que ainda restaram. O povo não confiou que o Senhor daria a vitória sobre as nações restantes de Canaã e preferiram repousar, sendo depois contaminados por eles.

Também foi citado na lei de Deus, e depois reforçado por Jesus, no Novo Testamento, que deveria haver condenações pelo depoimento de duas ou mais testemunhas.

O dízimo foi dado pelos patriarcas e instituído para a nação de Israel para sustentar o serviço dos levitas e como uma lembrança de que a riqueza vem do Senhor. Os israelitas contribuiam, geralmente, com cerca de 25% de sua renda e eram grandemente abençoados, pois a oferta fazia-os se lembrar de que a riqueza provém de Deus e que pra Ele devem ser todas as coisas.


Combate a pobreza, Gideão, Sansão, idolatria e Samuel

Deus instituiu leis no combate a pobreza, para que todos os israelitas tivessem condições dignas de vida. Eles deveriam se lembrar de que o fruto de seu trabalho vem de Deus, e que deveriam repartir com os menos favorecidos, para que não houvesse pobres entre eles. As viúvas e os órfãos também tinham direito a receber das ofertas do povo.

O Senhor instituiu festas solenes para que o povo hebreu pudesse ter em memória o concerto de Deus com eles, e pudessem se alegrar, junto com Jeová, nos feriados.

O povo de Israel, após se estabelecer em Canaã, ainda mais após a morte do grande líder Josué, começou a absorver a idolatria dos cananeus (por não terem destruído totalmente suas construções idólatras e nem os próprios cananeus, fazendo concertos com eles, que lhes desviavam da santidade perante Deus). Com a idolatria em alta, a nação começou a se enfraquecer espiritualmente e invasões gentias (não-israelitas) começaram a ocorrer em Israel, e Deus levantou juízes para que eles pudessem livrar a Israel. Gideão e Sansão foram dois juízes escolhidos por Deus, sendo eleitos pelo Senhor para propósitos nobres. Gideão teve uma liderança vitoriosa e Sansão teve turbulências por causa do casamento com mulheres pagãs. Deus livrou o povo de seus invasores, quando eles se arrependiam das desgraças que vinham sobre eles por causa das maldades que praticavam.

Ana e Elcana foram pessoas de fé. Elcana teve uma segunda esposa chamada Penina, a qual teve filhos, e isso ela usava como ocasião para provocar Ana. Não aguentando mais as afrontas, Ana fez uma oração em Siló (cidade onde estava o santuário de Deus), Israel, dizendo que se o Senhor atendesse ao desejo dela de ter um filho ela o educaria para se dedicar ao Senhor. Tempos depois, o pedido foi atendido e Samuel nasceu e foi educado para servir ao Senhor, tendo passado tempo com o sacerdote Eli, sendo que o sacerdote o tratou como um filho. Samuel tinha grande fé em Deus e agia com dignidade, diferentemente dos profanos filhos de Eli.


Arca da aliança e os nobres ensinos da Bíblia

Eli, preferindo a paz, não corrigia seus filhos e era um pai negligente. Os filhos dele, Hofni e Finéias, agiam com grande desrespeito ao Senhor no serviço sacerdotal, sendo que, dentre os males, ganhavam ilicitamente em cima dos sacrifícios do povo. Com todo esse cenário de erro na casa de Deus, os israelitas quiseram levar a sagrada arca (a qual era velada pelos anjos de Deus) para o combate com os filisteus, para que pudessem vencer sem consultar ao Senhor. Os israelitas foram derrotados, por causa de não terem consultado Deus, e terem cometido a loucura de levar a arca para o combate. Os filisteus venceram, mataram Hofni e Finéias, levaram a arca (eles achavam que a arca era o temido deus que dava vitória aos hebreus) para o seu território, mas lá a arca começou a gerar calamidades entre o povo, e depois videntes recomendaram que ela fosse devolvida a Israel. Os filisteus colocaram a arca sobre vacas, sem nenhum humano guiando-as, e, como elas foram rumo ao território de Israel, se convenceram de que o Senhor realmente os castigou com as enfermidades. O povo de Israel não tratou com o devido respeito a arca de Deus, e tiveram problemas com isso, também. O Senhor não deixou que os gentios triunfassem sobre o seu povo.

Samuel, após a morte de Eli e seus dois filhos, começou a ser o juiz e sacerdote em Israel. Sua vida foi de muita humildade e dedicação em levar o povo para Deus, e ele teve êxito nisso. Seus dois filhos também eram rebeldes e não agiam adequadamente para serem os lideres do povo de Israel.
No capítulo 58 (“As escolas dos profetas”) é dito que Samuel começou as escolas dos profetas, em que eles eram ensinados nos caminhos do Senhor, para terem zelo e conhecimento da Sua lei. O labor no campo os fortalecia, e eles tinham uma boa saúde física e mental. O sistema educacional pode aprender muito com a Bíblia e as antigas escolas em Israel. Com uma boa saúde física e mental, a pessoa pode trabalhar para alcançar os sonhos, estando em acordo com as mais altas ambições de Deus para a vida de cada um de nós. O pecado e a sua maldição seriam evitados, não por medo, mas por nobreza de caráter. A Bíblia ensina os mais altos valores para a formação de pessoas.

Israel queria um rei porque as outras nações tinham um, e rejeitaram a teocracia que tanto os beneficiara acima dos pagãos. O povo não estava satisfeito com a humilde e dedicada liderança de Samuel e rogaram por um rei. Samuel orou por isso ao Senhor, sendo que Deus disse que o povo não tinha rejeitado o profeta, mas ao Soberano Rei de Israel. Deus foi misericordioso e Saul foi escolhido por Ele, sendo um homem de grande aparência física, mas com um caráter falho. Samuel alertara o povo da maldade que eles fizeram em escolher um rei, alertando-os da carga que teriam que suportar para sustentar o reino. Quando o Espírito do Senhor se apossava de Saul, seu caráter era mudado para algo nobre. Saul venceu, com o exército de Israel e com a bênção de Deus, aos amonitas que haviam ameaçado invadir o território hebreu ao leste do rio Jordão.

A decadência do reinado de Saul começou a ocorrer quando o rei ficou impaciente com a demora de Samuel para começar o sacrifício ao Senhor para eles saírem à guerra. Samuel tinha avisado do tempo de espera para ele retornar a Saul e fazer o sacrifício, sendo que somente o profeta poderia realizar os serviços do sacerdócio, mas Saul, por falta de fé, resolveu as coisas por si, tendo feito o sacrifício sacerdotal em lugar de Samuel. Deus disse a Samuel que Saul fora rejeitado pela sua desobediência e que outro seria colocado no lugar dele.


Desobediência de Saul e a fidelidade de Davi

Jônatas, filho de Saul, saiu para combater os inimigos de Israel e abriu caminho para a vitória, sendo que depois o exército de Saul veio e terminou de vencer o inimigo. Saul quis tomar a glória pra si desse ato, fazendo um voto precipitado, e Jônatas, sem saber, descumpriu o injusto voto, sendo que Saul queria matá-lo por ter infringindo o juramento e, também, para mostrar sua autoridade sobre o povo, mas os homens não deixaram Jônatas ser morto.

Quando o exército de Saul venceu os amalequitas, fora dito por Deus que Saul deveria exterminar tudo deles (os amalequitas eram um povo idólatra que queria destruir Israel desde o tempo que eles estavam peregrinando para chegar a Canaã, cerca de 400 anos antes, sendo que Deus concedeu, e concede a outras nações, grande tempo para que o povo se arrependesse. Entre eles habitavam os queneus, povo temente a Deus e o cunhado de Moisés tinha ligação com eles e foram poupados.) mas o rei poupou o cruel Agague, rei deles, e o melhor do gado amalequita, sendo que os animais foram poupados com o pretexto de sacrifício ao Senhor, mas com a intenção deles preservarem o próprio gado para o sacrifício ao Senhor. Deus desaprovou a desobediência de Saul, Samuel foi passar a mensagem ao rei, e matou o rei Agague, que era tido como o pior dentre os amalequitas.

Samuel desaprovou Saul, por mandado de Deus, mas continuou com dó dele. Saul sabia que Samuel era um profeta de Deus e Samuel tinha afeição por Saul, mas o rei passou a evitar as repreensões de Samuel. O rei tinha noção de que o povo respeitava mais ao profeta Samuel do que ele mesmo.

Deus disse para Samuel ungir o humilde e jovem pastor Davi, filho de Jessé. Os filhos de Jessé tinham nobre estatura e beleza física, e Samuel achou que o mais velho, por seu porte físico semelhante ao de Saul, seria o escolhido por Deus, mas não foi nem ele nem os outros 6 irmãos, e sim o mais novo: Davi, que cuidava das ovelhas de seu pai.
Samuel o ungiu, segundo o mandando de Deus, e foi embora. Davi trabalhava com humildade e dedicação no cuidado do rebanho. Ele teve paciência e confiança para que Deus o chamasse no tempo que o Senhor achasse melhor. Enquanto trabalhava, tocava sua harpa, com músicas que os anjos se deleitavam, e crescia em adoração ao Senhor. A solidão e a contemplação da natureza faziam parte de seu trabalho, mas ambas também ajudaram no desenvolvimento do futuro homem nobre que ele viria a ser. Davi não era um homem de caráter perfeito, mas era fiel ao Senhor.
Ele foi chamado para tocar harpa para ajudar o enfraquecido espírito de Saul. No combate com os filisteus, Davi se dispôs, com fé em Deus, para enfrentar o gigante Golias, o qual insultava o povo de Israel.


Morte de Samuel e Davi fugindo de Saul

Com o povo aclamando mais a Davi do que Saul, o rei passou a ter inveja de Davi, filho de Jessé. Saul começou a perseguir a Davi, e este fugiu da presença do rei. Davi demonstrou grande caráter, mas cometeu falhas por falta de fé quando estava aflito por causa das perseguições.
Saul, com o seu exército, perseguia a Davi e aos homens que estavam com ele, que eram cerca de 400. A perseguição se deu em várias localidades, pois Davi era alertado das intenções homicidas de Saul, assim como o rei era avisado de onde o fugitivo estava.

A morte do fiel juiz e profeta Samuel foi sentida por Davi e Saul. O rei continuava cada vez mais perseguindo a Davi, sendo que certa vez Saul, indo fazer suas necessidades dentro de uma caverna escura, não sabia que Davi e seus homens estavam lá dentro e o fugitivo, instigado pelos seus homens (ele não queria cortar e, depois que cortou, se arrependeu por ter danificado a roupa do ungido de Deus), cortou a orla do manto de Saul, depois saiu para fora e, com bondade, mostrou, diante de todos, o que havia feito a Saul, e o rei teve piedade da bondade de Davi, sendo que essa bondade não durou muito tempo, possivelmente pelo coração de Saul não ter abandonado seus pecados.

Davi e seus homens estavam fugindo de Saul quando se depararam com o rico e arrogante Nabal, que insultou os famintos homens do fugitivo. O filho de Jessé queria mantimento por ter ajudado aos servos de Nabal, mas este negou isso. Davi, não se controlando, ia se lançar para um ataque quando Abigail, esposa de Nabal, levou mantimentos e pediu desculpas pelo marido. Com a sua prudência, Abigail evitou uma possível revolta. Seu marido, que tinha participado de uma festa que tinha embriaguez e álcool, ficou embriagado, ouviu o que a sua mulher lhe disse (quando ele ficou sóbrio) e, pouco tempo depois, morreu. Abisai se tornou mulher de Davi, sendo que a poligamia dele trouxe problemas.

Saul voltou a perseguir Davi e, quando um pesado sono caiu sobre o rei e seus servos, Davi e Abisai foram ao arraial deles e pegaram a lança e a vasilha de água próximo a Saul, e depois eles mostraram tudo isso ao rei, que reconheceu que mais uma vez escapou da morte porque Davi fora misericordioso com ele.
Pensando que ainda seria morto por Saul, Davi foi, junto com 600 homens de seu exército, para a terra dos filisteus, que sempre faziam guerra aos hebreus. O rei filisteu ficou lisonjeado com isso, e permitiu que Davi fosse habitar numa cidade (Davi escolheu uma cidade com menor influência da idolatria pagã). Davi passou por essa situação (de achar que tinha que ir para a Filístia) por falta de fé, sendo que o Senhor era com ele.


A morte de Saul e o reinado turbulento de Davi


Satanás instigou o rei Saul a perseguir Davi pela inveja, ao mesmo tempo em que fazia com que o rei se autodestruísse, sendo que isso ocorreu.
No combate entre os filisteus e Israel, Saul, que saíra com seu exército para combate, se suicidou ao ver que corria risco de morte. Jônatas (grande amigo de Davi), seu filho, também foi morto na batalha. Saul havia consultado uma feiticeira para que ela lhe desse instruções sobre a guerra, pois o Senhor se negara a atender o que Saul planejava. A feiticeira invocou um espírito, que Saul achou que era o falecido profeta Samuel, o qual advertiu sobre a derrota perante os filisteus.
O corpo de Saul foi dignamente enterrado pelos de Jabes-Gileade, após ele ser exibido como troféu pelos filisteus.

Os ensinamentos do espiritismo têm a ver com a prática da magia, sendo que Satanás ilude aos praticantes com alguns conhecimentos ditos ocultos, que levam o praticante ao desastre. Deus condenou a prática da feitiçaria.

Com o falecimento de Saul, Davi foi eleito rei na região de Judá, e Isbosete, filho de Saul, liderou em redor de Israel. Abner, que havia sido comandante do exército de Saul, motivou Isbosete, filho de Saul, a ser o rei em Israel, porém Joabe, parente de Davi, que viria a ser o chefe do exército do novo rei, o matou por vingança, pois Abner tinha matado um irmão (Asael, que foi morto pela insistência em perseguir Abner em uma guerra) de Joabe. Davi desaprovou veemente esse ato violento de Joabe.
Isbosete também foi morto e Davi passou a ser o rei de todo o Israel.
A arca de Deus foi hospedada na casa de um israelita, que foi grandemente abençoado, pois o povo não estava conseguindo transportá-la para outra cidade.

Israel conquistou terras ao redor e fez muitos tributários dos povos vizinhos, sob a liderança de Davi.

Muitos de nós achamos estar aptos para realizar alguma atividade de grandeza, sendo que, muitas vezes, a verdade é que não estamos. O Senhor confia atividades a pessoas que estão aptas, sendo que Ele nos capacita. Davi cometeu erros por confiar em si e na grandeza que o Senhor lhe dera. O rei traiu o fidelíssimo Urias, tomando a mulher dele, depois mandando Joabe colocá-lo na linha de batalha e matá-lo. Joabe obedeceu mais ao rei do que ao Senhor, cometendo um erro. Davi ocultou de Israel, por algum tempo, os seus crimes, mas o profeta Natã, orientado por Deus, contou uma história de um homem rico que fez injustiça com um homem pobre, o que Davi condenou e pronunciou um juízo para tal homem, sendo que Natã disse que o tal homem injusto era o rei. O filho de Jessé se humilhou diante do Senhor, que avisou dos juízos que iriam cair sobre a casa de Davi, mas o livrou da morte, pois um adúltero deveria ser punido com a morte. Davi sentiu grande dor quando o filho da relação adúltera com Bate-Seba (agora ex-mulher de Urias) adoeceu e morreu. O rei havia passado tempos prostrado em sinal de humilhação por causa desse pecado.

Com os erros cometidos, o rei Davi passou a viver com certa melancolia, tendo reflexos na educação dos filhos, e ele passou a se calar em lugar de fazer juízo, pois a intuição do pecado o afligira.
Alguns de seus filhos cometeram loucuras: Amnom estuprou sua irmã Tamar, e depois foi morto por Absalão, sendo que este último foi morto quando perseguia o rei Davi para tomar o reino dele. Quando o rei ungiu Salomão como seu sucessor, este acabou matando seu irmão Adonias, que antes havia sido presunçoso ao se autoproclamar novo rei de Israel.

Outro erro foi quando Davi ordenou que se fizesse o censo de Israel, fato que alarmou até o inescrupuloso general Joabe, o qual alertou o rei. Antes do censo ser terminado, Davi já reconhecera o erro e o profeta, transmitindo a palavra vinda de Deus, lhe deu três escolhas, sendo que o rei escolheu uma que a espada do Senhor viria por três dias sobre Israel, fato que levou a morte de por volta de 70 mil israelitas, o que fez o rei Davi se lamentar grandemente pelos mortos. O Senhor acabou usando as consequências do pecado de um para punir outros merecedores da retribuição pelo pecado.

Davi foi grandemente favorecido por Deus, para que o rei fosse o governador o qual levasse justiça ao povo, mas tudo isso teve um preço alto, devido às altas responsabilidades. O filho de Jessé cometeu pecados que levaram os gentios e os israelitas a blasfemarem do Deus de Israel, sendo que alguns até se sentiram na liberdade de cometerem tais atos. A história fica registrada para o nosso aprendizado.

Davi ungiu seu filho Salomão (filho dele com Bate-Seba) e manteve sua comunhão com o Senhor, até a sua velhice. Davi escreveu salmos e cânticos, ilustrando tristezas, alegrias, e dificuldades, sempre confiando no Senhor. Da linhagem dele vieram reis hebreus e o Senhor Jesus Cristo.

29 de novembro de 2015

Moisés - 1 ao 8

Moisés

Capítulo 1:
(1) Deus se revela a Moisés.

(2) O profeta vê a extrema grandiosidade de tudo o que é criado por Deus, sendo que a criação é através do Filho.

(3) Satanás pede que Moisés o adore, o que ele não faz, e turbulências ocorrem na reação de Lúcifer às palavras de Moisés.

(4) Moisés viu, com olhos espirituais, ao Senhor.

(5) Ele também viu a glória de Deus mas não conseguia achar a glória de Satanás.

(6) A criação de tudo, incluindo outros mundos, foi para servir aos intentos de Deus.

“E aconteceu que Satanás clamou com alta voz, com choro e pranto e ranger de dentes; e dali se retirou, sim, da presença de Moisés, de modo que ele não mais o viu.” (v. 22)

“E mundos incontáveis criei; e também os criei para meu próprio intento; e criei-os por meio do Filho, o qual é meu Unigênito.” (v. 33)

“Pois eis que esta é minha obra e minha glória: Levar a efeito a imortalidade e vida eterna do homem.” (v. 39)



Capítulo 2:
É descrita toda a criação feita por Deus, do primeiro ao sexto dia: os seres viventes, os luminares, o firmamento, tudo criação do Senhor.

“E aconteceu que o Senhor falou a Moisés, dizendo: Eis que eu te revelo o que concerne a este céu e a esta Terra; escreve as palavras que eu digo. Eu sou o Princípio e o Fim, o Deus Todo-Poderoso; por meio de meu Unigênito eu criei estas coisas; sim, no princípio criei o céu e a Terra sobre a qual estás.” (v.1)

“E eu, Deus, criei o homem à minha própria imagem, à imagem de meu Unigênito o criei; homem e mulher os criei.” (v. 27)

“E eu, Deus, vi todas as coisas que eu havia feito; e eis que todas as coisas que eu havia feito eram muito boas; e foram a tarde e a manhã o sexto dia.” (v. 31)



Capítulo 3:
(1) Deus abençoou o sétimo dia e descansou de toda a obra da criação.

(2) O Senhor criou todas as coisas espiritualmente, antes de elas existirem fisicamente na Terra.

(3) Adão, que foi formado da terra, foi a “... primeira carne na Terra …” (v. 7).

(4) O Senhor plantou um jardim no Éden, que era cercado por 4 rios.

(5) Adão deu nome às criaturas, as quais o Senhor formou da terra.

(6) O Senhor formou, de uma costela de Adão, a mulher, para ela ser sua adjutora e eles serem uma só carne.

E eu, Deus, abençoei o sétimo dia e santifiquei-o; porque nele eu descansara de toda a minha obra que eu, Deus, criara e fizera. (v. 3)

“E toda planta do campo, antes de estar na Terra, e toda erva do campo, antes de brotar. Pois eu, o Senhor Deus,criei todas as coisas das quais falei espiritualmente, antes que elas existissem fisicamente na face da Terra. Pois eu, o Senhor Deus, não fizera chover sobre a face da Terra. E eu, o Senhor Deus, havia criado todos os filhos dos homens; e ainda não havia homem para lavrar a terra, pois no céu os criei; e ainda não havia carne sobre a Terra nem na água nem no ar;” (v. 5)

“Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; não obstante, podes escolher segundo a tua vontade, porque te é dado; mas lembra-te de que eu o proíbo, porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.
E eu, o Senhor Deus, disse a meu Unigênito que não era bom que o homem estivesse só; por conseguinte, farei uma adjutora própria para ele.” (v. 17 e 18)


Capítulo 4:
(1) Satanás disse que redimiria toda a humanidade, se Deus lhe desse a Sua glória.

(2) Jesus Cristo aceitou a vontade do Pai e não reclamou a glória dEle.

(3) Satanás foi expulso do céu, pois se rebelou contra o Senhor e tentou destruir o arbítrio humano.

(4) O diabo engana os humanos e é o pai de todas as mentiras.

(5) A serpente, incitada por Lúcifer, enganou Eva, fazendo ela comer do fruto que Deus proibira.

(6) Eva passou o fruto para Adão, que também comeu.

(7) Após a desobediência, os dois perceberam que estavam nús e se esconderam de Deus.

(8) O Senhor pronunciou os juízos para a serpente, para Eva e para Adão.

E eu, o Senhor Deus, falei a Moisés, dizendo: Aquele Satanás a quem tu deste ordem em nome de meu Unigênito é o mesmo que existiu desde o princípio; e ele apresentou-se perante mim, dizendo: Eis-me aqui, envia-me; serei teu filho e redimirei a humanidade toda, de modo que nenhuma alma se perca; e sem dúvida eu o farei; portanto, dá-me a tua honra.
Mas eis que meu Filho Amado, que foi meu Amado e meu Escolhido desde o princípio, disse-me: Pai, faça-se a tua vontade e seja tua a glória para sempre.
Portanto, por ter Satanás se rebelado contra mim e procurado destruir o arbítrio do homem, o qual eu, o Senhor Deus, lhe dera; e também por querer que eu lhe desse meu próprio poder, fiz com que ele fosse expulso pelo poder do meu Unigênito.” (v. 1, 2 e 3)

“Pois assim como eu, o Senhor Deus, vivo, minhas palavras não podem retornar vazias, pois assim como saem de minha boca têm de ser cumpridas.” (v. 30)



Capítulo 5:
(1) Adão e Eva tiveram vários filhos e começaram a lavrar a terra e a ter rebanhos.

(2) O Senhor revela seus mandamentos à Adão, anuncia a redenção através do Filho Unigênito e Adão exalta ao Senhor.

(3) Adão e Eva comentam sobre a queda e a alegria da possibilidade da redenção.

(4) Eles também foram missionários para seus filhos.

(5) Satanás instigou os humanos a terem atitudes malignas.

(6) Eva gera Caim e Abel.

(7) Caim segue ao diabo, e Satanás o fez fazer uma oferta ao Senhor.

(8) Abel segue ao Senhor e faz uma oferta que Lhe agrada.

(9) A oferta de Caim é rejeitada.

(10)  O Senhor conversa com Caim, mas ele fica irado, ignora a Deus, e o Senhor o adverte em relação às maldades.

(11) Caim e seus irmãos seguiram ao mal, e Adão e Eva se lamentaram pela iniquidade deles.

(12) Satanás faz uma combinação secreta com Caim, para ele matar Abel.

(13) Caim se gloriou no homicídio.

(14) O Senhor pergunta à Caim por Abel, e ele diz que Satanás o tentou e que o castigo de Deus era maior do que ele podia suportar.

(15) Deus põe um sinal em Caim e ele vai para a terra de Node, sendo banido da presença do Senhor.

(16) Ele teve filhos e um deles, Lameque, matou Irade, pois tinha feito convênio com Satanás.

(17) Lameque foi amaldiçoado pelo Senhor e desprezado pelos homens.

(18) As obras malignas começaram a se frutificar entre os humanos e o Senhor amaldiçoou pesadamente a terra e ficou irado com os iníquos humanos, pois não acreditavam no Filho Unigênito.

(19) O evangelho começou a ser pregado pelos anjos santos, pela voz do Senhor e pelo Espírito Santo.

“E Adão e Eva, sua mulher, invocaram o nome do Senhor e eles ouviram a voz do Senhor que vinha do caminho, em direção ao Jardim do Éden, falando-lhes; e eles não o viram, porque estavam excluídos de sua presença.
E ele deu-lhes mandamentos de que adorassem ao Senhor seu Deus e oferecessem as primícias de seus rebanhos como oferta ao Senhor. E Adão foi obediente aos mandamentos do Senhor.
E após muitos dias, um anjo do Senhor apareceu a Adão, dizendo: Por que ofereces sacrifícios ao Senhor? E Adão respondeu-lhe: Eu não sei, exceto que o Senhor me mandou.
E então o anjo falou, dizendo: Isso é à semelhança do sacrifício do Unigênito do Pai que é cheio de graça e verdade.
Portanto, farás tudo o que fizeres em nome do Filho; e arrepender-te-ás e invocarás a Deus em nome do Filho para todo o sempre.
E naquele dia desceu sobre Adão o Espírito Santo, que presta testemunho do Pai e do Filho, dizendo: Eu sou o Unigênito do Pai desde o princípio, agora e para sempre, para que, assim como caíste, sejas redimido e toda a humanidade, sim, tantos quantos o desejarem.” (v. 4 ao 9)

“E todos os que cressem no Filho e se arrependessem de seus pecados seriam salvos; e todos os que não cressem e não se arrependessem seriam condenados; e as palavras saíram da boca de Deus em um firme decreto; portanto, têm de ser cumpridas.” (v. 15)

“Porque não davam ouvidos à sua voz nem acreditavam em seu Filho Unigênito, sim, naquele que ele declarou que viria no meridiano dos tempos, que foi preparado desde antes da fundação do mundo.
E assim o Evangelho começou a ser pregado desde o princípio, sendo anunciado por santos anjos, enviados da presença de Deus, e por sua própria voz e pelo dom do Espírito Santo.” (v. 57 e 58)




Capítulo 6:
(1) Adão seguia ao Senhor, e ele e Eva geraram à Sete, que foi um homem fiel à Deus.

(2) Adão e seus filhos tinham um livro de recordações, que registrava as genealogias e a criação do homem e da mulher.

(3) Satanás exercia grande poder sobre os humanos, os instigando a combinações secretas e a outras desgraças.

(4) Enoque, que era da genealogia de Sete, começou a pregar a mensagem do Senhor aos homens.

(5) Ele foi humilde diante de Deus, e Jeová o fortaleceu.

(6) O Espírito do Senhor o ajudava na pregação aos humanos, que se sentiam temerosos quanto ao profeta.

(7) Ele relata a criação de Deus, a ação do diabo entre os humanos e o chamado que o Senhor fez à Adão.

(8) O motivo do batismo é explicado.

(9) O temor ao Senhor deve ser ensinado aos humanos.

(10) O Plano da Salvação é detalhado.

(11) O Espírito Santo é o Consolador que vem habitar entre nós.

(12) Através de Jesus Cristo, Adão foi arrebatado e batizado, e os humanos devem seguir esse caminho.

(13) Pela poderosa pregação de Enoque, muitos se juntaram ao povo do Senhor, que foi chamado, por Deus, de Sião.

E Adão deu ouvidos à voz de Deus e exortou seus filhos a se arrependerem.” (v. 1)

“Ora, essa profecia Adão pronunciou movido pelo Espírito Santo; e registrava-se uma genealogia dos filhosde Deus. E esse era o livro das gerações de Adão e dizia: No dia em que Deus criou o homem, à semelhança de Deus o fez.” (v. 8)

“E eles eram pregadores de retidão e falavam e profetizavam e exortavam todos os homens, em todos os lugares, a se arrependerem; e fé foi ensinada aos filhos dos homens.” (v. 23)

“E tendo ouvido essas palavras, Enoque prostrou-se ante o Senhor e falou perante o Senhor, dizendo: Por que é que encontrei graça aos teus olhos? Sou apenas um menino e todo o povo odeia-me, pois sou lento no falar; por que razão sou teu servo?
E o Senhor disse a Enoque: Vai e faze o que te ordenei e homem algum te ferirá. Abre tua boca e ela encher-se-á e dar-te-ei palavras, pois toda carne está em minhas mãos; e farei o que me parecer adequado.
Dize a este povo: Decidi este dia servir ao Senhor Deus que vos fez.” (v. 31 ao 33)

“E aconteceu que quando o ouviram, homem algum lhe deitou as mãos; porque o temor se apoderou de todos os que o ouviram; porque ele andava com Deus.” (v. 39)

“E ele também lhe disse: Se te voltares para mim, e deres ouvidos à minha voz, e creres, e te arrependeres de todas as tuas transgressões, e fores batizado, sim, na água, em nome de meu Filho Unigênito, que é cheio de graça e verdade, que é Jesus Cristo, o único nome que será dado debaixo do céu mediante o qual virá a salvação aos filhos dos homens, receberás o dom do Espírito Santo, pedindo todas as coisas em seu nome; e tudo o que pedires te será dado.” (v. 52)

“Assim se começou a dizer entre o povo que o Filho de Deus expiara a culpa original, de modo que os pecados dos pais não podem recair sobre a cabeça dos filhos, pois estes são limpos desde a fundação do mundo.” (v. 54)

“Portanto, ensina a teus filhos que todos os homens, em todos os lugares, devem arrepender-se, ou de maneira alguma herdarão o reino de Deus, porque nenhuma coisa impura pode ali habitar ou habitar em sua presença; pois, no idioma de Adão, Homem de Santidade é seu nome e o nome de seu Unigênito é Filho do Homem, sim, Jesus Cristo, um justo Juiz, que virá no meridiano dos tempos.” (v. 57)

“Pois pela água guardais o mandamento, pelo Espírito sois justificados e pelo sangue sois santificados;” (v. 60)

“E agora, eis que te digo: Este é o plano de salvação para todos os homens, por meio do sangue de meu Unigênito, que virá no meridiano dos tempos.” (v. 62)


Capítulo 7:
(1) Enoque, inspirado por Deus, ensina ao povo e faz grandes sinais entre os humanos.

(2) O Senhor mostra à ele muitas gerações futuras.

(3) A cor negra desceu sobre alguns cananeus, de forma não-positiva.

(4) A semente de Caim era negra e não tinham lugar com os remanescentes dos filhos de Adão.

(5) Enoque foi arrebatado junto ao Pai e o Filho.

(6) Satanás cobre a Terra de trevas.

(7) Anjos ministravam a palavra de Deus.

(8) O Senhor chora pela maldade dos filhos do homem.

(9) Enoque questiona por que o Senhor estava chorando.

(10) O Senhor destruirá, pelo dilúvio, a maldade na Terra.

(11) Jesus sofre pelos pecados dos humanos, sendo que Ele haveria de voltar ao Pai.

(12) Enoque compreendeu as iniquidades humanas e também chorou.

(13) Noé constrói a arca e Jesus viria no meridiano dos tempos, para derramar o Seu sangue por nós.

(14) O profeta roga ao Senhor que tenha misericórdia de Noé e de sua semente e, também, que a terra não seja mais coberta pela enchente.

(15) O Senhor responde, fazendo aliança com Enoque, de visitar a semente de Noé.

(16) O Messias que virá em triunfo.

(17) As tribulações e a segunda vinda de Cristo, que purificará toda a Terra e ressuscitará os justos para habitar com eles.

E aconteceu que Enoque continuou a falar, dizendo: Eis que nosso pai Adão ensinou estas coisas e muitos acreditaram e tornaram-se filhos de Deus; e muitos não acreditaram e pereceram em seus pecados e esperam com temor, em tormento, que a ardente indignação da ira de Deus se derrame sobre eles.” (v. 1)

“E ele me deu um mandamento de que eu batizasse em nome do Pai e do Filho, que é cheio de graça e verdade, e do Espírito Santo, que presta testemunho do Pai e do Filho.” (v. 11)

“E tão grande era a fé que possuía Enoque, que ele conduziu o povo de Deus; e seus inimigos saíram para batalhar contra ele e ele proferiu a palavra do Senhor e a terra tremeu e as montanhas fugiram, sim, de acordo com sua ordem; e os rios de água desviaram-se de seu curso e o rugido dos leões fez-se ouvir no deserto; e todas as nações temeram grandemente, tão poderosa era a palavra de Enoque e tão grande era o poder da linguagem que Deus lhe dera.” (v. 13)

“E aconteceu que o Deus do céu olhou o restante do povo e chorou; e Enoque prestou testemunho disso, dizendo: Como é que os céus choram e derramam suas lágrimas como a chuva sobre as montanhas?
E Enoque disse ao Senhor: Como é que podes chorar, sendo que és santo e de toda eternidade para toda eternidade?” (v. 28 e 29)

“E a teus irmãos disse eu e também dei mandamento que se amassem uns aos outros e que escolhessem a mim, seu Pai; mas eis que eles não têm afeição e odeiam seu próprio sangue.” (v. 33)

“E aquele que escolhi implorou diante da minha face; portanto, ele sofre pelos pecados deles, desde que se arrependam no dia em que meu Escolhido voltar para mim; e até esse dia eles estarão em tormento;” (v. 39)

“E aconteceu que o Senhor falou a Enoque e contou a Enoque todos os feitos dos filhos dos homens; portanto, Enoque sabia e contemplou as iniquidades e a angústia deles; e chorou; e estendeu os braços e dilatou-se-lhe o coração, como a eternidade; e comoveram-se-lhe as entranhas e toda a eternidade tremeu.” (*v. 41)

“E eis que Enoque viu o dia da vinda do Filho do Homem na carne; e sua alma rejubilou-se, dizendo: O Justo é levantado e o Cordeiro, morto desde a fundação do mundo; e pela fé eu estou no seio do Pai e eis que Sião está comigo.” (v. 47)

“E o Senhor disse: Bendito é aquele por meio de cuja semente o Messias virá; pois ele diz: Eu sou o Messias, o Rei de Sião, a Rocha do Céu, que é extensa como a eternidade; quem entrar pela porta e subir por meu intermédio, jamais cairá; portanto, benditos são aqueles de quem falei, porque virão com canções de alegria eterna.” (v. 53)

“E retidão enviarei dos céus; e verdade farei brotar da terra para prestar testemunho do meu Unigênito; de sua ressurreição dentre os mortos; sim, e também da ressurreição de todos os homens; e retidão e verdade farei varrerem a Terra, como um dilúvio, a fim de reunir meus eleitos dos quatro cantos da Terra em um lugar que prepararei, uma Cidade Santa, para que meu povo cinja os lombos e anseie pelo tempo da minha vinda; pois ali estará meu tabernáculo e chamar-se-á Sião, uma Nova Jerusalém.” (v. 62)

“Mas antes desse dia ele viu grandes tribulações entre os iníquos; e também viu o mar, que se agitava, e o coração dos homens, que desfalecia, esperando com temor os julgamentos do Deus Todo-Poderoso, os quais haveriam de cair sobre os iníquos.” (v. 66)



Capítulo 8:
(1) Matusalém, filho de Enoque, tomou glória para si, quando profetizou que de seus lombos nasceriam todos os reinos da Terra.

(2) Noé e seus filhos seguem a Deus.

(3)  O Senhor protege a Noé, enquanto Ele prega o arrependimento aos humanos, os quais não deram ouvidos à mensagem.

(4) Noé sentiu a tristeza pelo Senhor ter formado o homem.

(5) Deus anuncia o dilúvio.

(6) Noé acha graças aos olhos de Deus, pois ele era um homem justo.

E aconteceu que Matusalém, o filho de Enoque, não foi levado, a fim de que se cumprissem os convênios que o Senhor fizera com Enoque; porque ele verdadeiramente fez convênio com Enoque de que Noé sairia do fruto de seus lombos.” (v. 2)

“E sobreveio uma grande fome na terra; e o Senhor amaldiçoou a Terra com uma dolorosa maldição e muitos de seus habitantes morreram.” (v. 4)

“E deu-lhe o nome de Noé, dizendo: Este filho irá consolar-nos quanto a nossa obra e ao trabalho de nossas mãos, por causa da terra que o Senhor amaldiçoou.” (v. 9)

“E Noé e seus filhos deram ouvidos ao Senhor e obedeceram-lhe; e foram chamados filhos de Deus.” (v. 13)

“E o Senhor disse a Noé: O meu Espírito não permanecerá para sempre no homem, pois ele saberá que toda carne há de morrer; contudo, seus dias serão cento e vinte anos; e se os homens não se arrependerem, enviarei enchentes sobre eles” (v. 17)

“Acreditai e arrependei-vos de vossos pecados e batizai-vos em nome de Jesus Cristo, o Filho de Deus, assim como nossos pais; e recebereis o Espírito Santo a fim de que todas as coisas se manifestem a vós; e, se não o fizerdes, as enchentes vos sobrevirão; não obstante, eles não deram ouvidos.
E Noé sentiu pesar e doeu-lhe o coração por ter o Senhor formado o homem na Terra; e isso lhe afligiu o coração.
E o Senhor disse: Farei desaparecer o homem, a quem criei, da face da Terra, tanto o homem como os animais e as coisas que rastejam e as aves do ar; pois Noé sentiu pesar por eu tê-los criado e tê-los feito; e invocou-me porque tentaram tirar-lhe a vida.
E assim Noé encontrou graça aos olhos do Senhor; porque Noé era um homem justo e perfeito em sua geração; e ele andava com Deus, bem como seus três filhos, Sem, Cão e Jafé.” (v. 24 ao 27)